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Prevenção

Outubro Rosa: fisioterapia oncológica pode salvar vidas e atuar em todas as fases do câncer de mama

Presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia defende caráter preventivo da profissão

Mylena Petrucelli
Comunicação Crefito-9

A campanha Outubro Rosa já está consolidada no calendário da saúde brasileira, no entanto, ainda há muita informação e conhecimento a ser difundido sobre as formas de prevenção da doença. Exemplo disso é a atuação do fisioterapeuta oncológico no controle do câncer. Este profissional pode atuar em três níveis de prevenção que fazem a diferença entre sobreviver ou não ao câncer de mama.

 

No nível de prevenção primária, o fisioterapeuta tem a oportunidade de tentar instituir hábitos de vida saudável que diminuem fatores de risco, principalmente em pacientes na faixa etária de 40 a 50 anos. Durante qualquer consulta fisioterapêutica, seja em que área for, é possível avaliar quanto essa mulher está exposta a fatores de risco, o quanto ela pratica atividades físicas e demonstrar a importância disso para evitar o surgimento do câncer.

 

Dra. Anke Bergmann"Conseguimos prevenir até 10% da incidência de câncer de mama com a prática da atividade física, qualquer forma de atividade que tenha gasto energético, não apenas esportes ou academia, pode ser no transporte, no trabalho, lazer”, explica a presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia em Oncologia (ABFO), Dra. Anke Bergmann.

 

Na prevenção secundária, o fisioterapeuta pode atuar com o diagnóstico precoce, diante da observação de sinais e sintomas característicos iniciais, tais como nódulos, alterações na pele, secreção. “O fisioterapeuta, durante a anamnese, independente do que esteja tratando, pode perguntar se essa paciente tem feito mamografia, observar algum aspecto inicial, lembrá-la da importância desse exame”, completa Bergmann.

 

Já a prevenção terciária surge a partir do diagnóstico do câncer de mama, por meio da atuação fisioterapêutica de forma preventiva nos tratamentos de quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e procedimentos cirúrgicos. Como todos são tratamentos de efeitos colaterais, a intervenção gera melhor resposta ao tratamento, menor incidência de complicações, melhoras no prognóstico e maior chance de viver e viver bem.

 

Outubro Rosa

 

Mito da reabilitação

 

A presidente da ABFO destaca a necessidade de combater com informação o mito da reabilitação, em que ainda há um grande desconhecimento por parte das equipes de saúde e da população sobre o papel do fisioterapeuta no controle do câncer.

 

“Lutamos para tirar esse mito de que fazemos reabilitação. É possível, sim, a partir da qualificação dos profissionais, com foco na oncologia preventiva, mostrar o quanto a fisioterapia tem impacto positivo. Temos momentos pré-habilitação, fisioterapia durante a quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia e fisioterapia pós-cirúrgica, todas visando prevenção”, enfatiza.

 

Um dos motivos para que essa estigmatização se perpetue é a condição dos fisioterapeutas oncológicos vinculados somente à alta complexidade, nos hospitais. A doutora Anke Bergmann alerta que esse é um grande equívoco porque muitos procedimentos poderiam ser feitos na baixa e na média complexidade e, com isso, se evitaria complicações e haveria maiores chances de sobrevida às pacientes.

 

O câncer é a segundo maior doença que impacta na causa de morte dos brasileiros, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) dão conta de que 66.280 novos diagnósticos de câncer de mama sejam registrados no Brasil em 2020. Fazendo a projeção para 2040, a estimativa é de um aumento entre 30 e 40% neste número.

 

“Para o futuro, a estimativa é muito maior do que temos hoje, por isso temos que estar preparados enquanto profissionais de saúde, enquanto fisioterapeutas. Isso começa pela diretriz curricular, que precisa abranger fisioterapia oncológica. Não temos como ter um fisioterapeuta formado sem saber base de oncologia”, defende a presidente da ABFO.


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