ESPERANÇA

Professor da UFMT em conjunto com Fisioterapeutas de MT adaptam máscara de mergulho para auxiliar no atendimento a pacientes com Covid-19.

As máscaras são adaptadas para funcionarem como suportes ventilatórios, auxiliando na respiração dos pacientes com sintomas mais leves de Covid-19.

Ediana Thanara
Comunicação CREFITO-9

adaptação
 

O protótipo está sendo adaptado pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso por meio de pedidos de vários Fisioterapeutas do estado dos setores públicos e privados ao Coordenador do Lab.au - UFMT, Maurício Guimarães Oliveira, mesmo laboratório que produziu as Faces Shields, distribuídas pelo Crefito-9, para os Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do estado que estão atuando no enfrentamento ao coronavirus.

 

"As adaptações foram pensadas e criadas de acordo com as necessidades percebidas e orientadas pelos próprios Fisioterapeutas. Adaptamos o protótipo e realizamos a fase de testes, hoje podemos comemorar a finalização deste processo e disponibilizar mais esta opção de baixo custo, para os casos menos graves da doença" esclarece professor Maurício Oliveira.

 

Diferente dos protótipos desenvolvidos por outros país, no modelo desenvolvido pelo Lab.au não ocorre a separação dos fluxos de entrada e saída de ar, protegendo 100% a equipe de qualquer tipo de contaminação.

 

O equipamento de segurança utilizado por mergulhadores adaptado está sendo eficaz para auxiliar no suporte ventilatório na Covid-19. De acordo com os Fisioterapeutas, o método de suporte ventilatório auxilia no desconforto respiratório, melhorando o quadro do paciente. As adaptações feitas por meio de conectores e filtros expiratórios, aliado a boa vedação da máscara, torna o sistema fechado, o que evita a dispersão de aerossóis, reduzindo o risco de contaminação dos profissionais que atuam na beira do leito. Segundo eles, a utilização correta dos filtros no sistema é fundamental.

 

Um dos participantes do projeto de adaptação do laboratório, Fisioterapeuta Dr. Leandro Costa, juntamente com a Lab.Au finalizaram na última quarta-feira, 08, a fase de ensaios. “Agradeço o empenho da equipe, principalmente do professor Maurício pela dedicação e prontidão pelo qual nos atendeu e não mediu forças para encerrarmos as adaptações deste equipamento com um resultado positivo”, relata Dr. Leandro Costa.

 

Este mesmo recurso terapêutico foi utilizado pela Dra. Joilce Taveira de Jesus no próprio membro da sua equipe, que recentemente foi acometido pela Covid-19. “Se não fosse minha equipe, poderia ser mais um paciente que estaria intubado, com sérios riscos de vida. Utilizei a máscara e posso atestar a efetividade desse método não invasivo para melhorar o quadro da doença. Foram 4 dias de uso e hoje agradeço aos colegas pela minha recuperação”, diz Dr. Ziney Coutinho.

 

Em outros locais do estado, Fisioterapeutas em busca de soluções para evitar o agravamento das condições do paciente e até a intubação, também iniciaram a utilização da máscara de mergulho adaptada pelos próprios profisisonais. Foi em Cáceres (175 km de Cuiabá) na Ala Covid-19 de um Hospital público ainda no mês de junho e informaram os excelentes resultados com boa evolução dos casos. Dr. Giulliano Luiz da Silva Garcia, um dos responsáveis pela intervenção alerta que a utilização precisa respeitar o nível de oxigênio administrado e gasometria diária do paciente. “O tratamento é para os casos menos graves da doença. O paciente precisa estar consciente, deve ser aplicado com mesmo sentado e ser acompanhado de forma verbal pelo Fisioterapeuta. Tivemos resultados positivos até o momento”, esclarece.  

 

Tendo em vista a fila de espera por leitos de UTI em MT, a atuação fisioterapêutica com esse dispositivo pode intervir de forma positiva nas configurações leves de COVID-19 e em alguns casos evitar que evoluam para a necessidade de intubação.  Pensando nisso, Fisioterapeutas da capital iniciaram um movimento para sensibilizar a sociedade a doar máscaras de mergulho para serem adaptadas e doadas ao serviço público de saúde para atendimento dos pacientes com Covid-19.

 

É importante ressaltar que em todo momento a segurança do profissional e o controle de transmissão e infecção devem ser considerados primordiais. Cabe aos serviços avaliar riscos e benefícios envolvidos, a disponibilidade dos recursos terapêuticos e a paramentação necessária para que seja garantida a segurança da equipe. O Fisioterapeuta tem autonomia profissional para avaliar o seu paciente e mediante o seus critérios decidir por realizar ou não determinadas intervenções. Para isso, as equipes devem considerar os fatores ambientais, pessoais, e a condição de saúde do paciente para a tomada de decisões.

 

 

 


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